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Informações sobre o exame:

Ecodopplercardiograma transesofágico intraoperatório Imprimir

Este procedimento difere do exame "Ecodopplercardiograma transesofágico". Consulte código CBHPM.

Preparo: Já incluído no preparo anestésico pré-operatório.

Não há uso de contraste e/ou radiação.

Código CBHPM: 4.09.02.07-2

O que é

A Ecocardiografia transesofágica intraoperatória é um método ultrassonográfico realizado por meio da introdução de sonda esofágica durante uma cirurgia. Esse exame fornece ao cirurgião, em tempo real, informações importantes sobre o aspecto das estruturas cardíacas e sobre a função do coração.


Como é feito

A sonda esofágica é introduzida após o início da anestesia geral e da intubação orotraqueal e é mantida até o término da cirurgia. As imagens são continuamente obtidas, sem interferência no procedimento cirúrgico.


Indicações

Orientação em tempo real de aspectos anatômicos e funcionais em cirurgias cardíacas;

Monitoramento da função contrátil durante cirurgias;

Detecção imediata de defeitos residuais e complicações passíveis de correção antes da retirada de circulação extracorpórea;

Avaliação imediata do resultado pós-operatório.


Contraindicações

Absolutas (impedem a realização do exame): estenose de esôfago, tumor com envolvimento do esôfago, discrasia sanguínea, anticoagulação excessiva, uso recente (menor que 48h) de fibrinolítico, sangramento recente (menor que 1 semana) de varizes de esôfago, divertículo de Zenkel.

Relativas (dificultam mas não impedem a realização do exame): uso recente (menor que 48h) de fibrinolítico, sangramento recente (entre 1 semana e 1 mês) de varizes de esôfago não tratadas por escleroterapia, insuficiência respiratória (necessário suporte ventilatório prévio).


Efeitos adversos

O Ecocardiograma Transesofágico é procedimento semi-invasivo de baixo risco. Não causa dor nem desconforto respiratório. Algumas complicações podem ocorrer relacionadas ao procedimento e à utilização da sedação:

Pequenos sangramentos na garganta; dificuldade à passagem da sonda esofágica em pacientes com doença prévia de esôfago; lesões na mucosa do esôfago; pequenas variações na oxigenação e no ritmo cardíaco.

Complicações graves são muito raras e para maior segurança do paciente é realizada a monitoração contínua do ritmo cardíaco e da oxigenação durante o exame.


Limitações

O exame pode não ser realizado, ou ser inconclusivo, em pacientes que apresentem:

Impossibilidade de introdução da sonda no esôfago; dificuldade de alinhamento do feixe ultrassônico, prejudicando avaliação hemodinâmica (gradientes e outros cálculos); Avaliação de estruturas mais anteriores e/ou laterais, distantes do esôfago; Limite de profundidade de alcance do feixe ultrassônico, dificultando compreensão tridimensional.


Referências
1. Diretriz para indicações e utilização da ecocardiografia na prática clínica. Revista Brasileira de Ecocardiografia 2004;17(1):49-77.
2. ACC/AHA/ASE 2003 Guideline update for the clinical application of echocardiography: summary article. Journal of the Am Society of Echocardiography 2003;16(10):1091-1110.